TEMPLOS janeiro 23, 2012
Posted by eliesercesar in Poesia.add a comment
Trate bem seu corpo.
Trate melhor a sua alma.
Eles controlam tudo.
Os dois, a tudo acalmam.
Os Encantos da Morte – Em livro de contos, o médico e escritor Alfredo Gonçalves de Lima Neto emprega a pena de Doutor Thanatos. janeiro 9, 2012
Posted by eliesercesar in Resenhas.2 comments
Último mistério da existência, experiência pessoal, intransferível e, para muitos, dolorosa, a morte tem também sua sedução; aquela mesma atração que, segundo Nietzsche, faz o abismo olhar para quem passa o tempo todo olhando para o abismo. Médico de formação, escritor por vocação e com o bisturi afiado para as letras, Alfredo Gonçalves de Lima Neto, encontrou naquela que o poeta Manuel Bandeira chamou de “a mais indesejada das gentes”, inspiração para o livro de contos “Os Encantos da Morte”, lançado no final do ano passado. (mais…)
Revista Hera – Rainha da poesia encontra seu palácio, em celebração histórica. dezembro 10, 2011
Posted by eliesercesar in Reportagem.4 comments
Texto: Elieser Cesar
Fotos: Fabrício Ramos
Quatro décadas depois, a rainha das revistas literárias da Bahia, afinal encontrou o seu palácio. Com pompa palaciana e a majestade etérea da poesia, o volume com todos os 20 números da Revista Hera foi lançado, na noite de 6 de dezembro, no Palácio da Aclamação, em Salvador. Foi acima de tudo, uma aclamação da vida longa da Hera, de 1972 a 2005. Para, uma soberana real, um pouco mais que balzquiana. Para uma revista de poesia uma coroa entre espinhos. (mais…)
NATAL novembro 23, 2011
Posted by eliesercesar in Minicontos.add a comment
1
O que o menino mais queria era tirar uma fotografia no colo de Papai Noel, como seus amiguinhos haviam tirado e lhe mostrado o retrato, na escola. Como coraçãozinho aos pulos, chegou, pelas mãos do pai, ao Shopping Center, feericamente decorado para vender roupas, calçados, cosméticos, perfumes e toda variedade de presentes, a depender do gosto e do poder aquisitivo do consumidor. Queria ver Papai Noel. Queria ver logo o bom velhinho, com aquela barba branca e enorme (algodão doce?) sua roupa vermelha e um enorme saco – o que teria dentro? – também vermelho e o rosto sorridente e bonachão do melhor dos tios.
Viu-o primeiro do que o pai.
- Olha, papai, estão prendendo Papai Noel!
De fato, sem dois dentes na boca a escorrer sangue e com um grande hematoma na testa, atônito e algemado, o bom velhinho era empurrado por seguranças do shopping até uma viatura policial, onde o preso foi depositado como um presente inútil. O carro da polícia partiu a toda velocidade, com a sirene ligada, como se conduzisse um bandido perigoso.
2
Só mais tarde, quando a empregada ligou a televisão, o menino soube – por um desses programas jornalísticos de mundo cão – que, na véspera, Papai Noel roubara uma loja e se fartara de encher o seu saco de brinquedos.
Vai ver que pra dar às criancinhas pobres, ainda pensou, o menino.
NAÇÃO novembro 14, 2011
Posted by eliesercesar in Poesia.add a comment
NAÇÃO
I
Festas, flores e perfumes.
Sorrisos, mulheres. beijos,
fotos e alegrias.
Bebida.
Onde a vida?
II
Depois, a morte,
nação comum.
Uma estreia sensível – Em Barroca, Mariana Paiva se mostra orvalhada de lirismo novembro 7, 2011
Posted by eliesercesar in Resenhas.add a comment
O livro de estreia, sobretudo de um escritor iniciante, é como um cartão de visita que anuncia a obra do presente, mas demonstra as potencialidades do artista para trabalhos vindouros. Por isso, mesmo, deve ser lido não só com o olhar rigorosamente atual, como requer a leitura dos jornais, mas também projetando as possibilidades que, nas entrelinhas, permitem se entrever o talento em formação, a busca pelo timbre próprio, a procura da marca pessoal; enfim, a conquista do estilo autoral. (mais…)
POEMA SEM DATA, SEM NOME novembro 2, 2011
Posted by eliesercesar in Poesia.2 comments
Compeender é cantar o homem submerso
no peito;
não o outro que grita junto dele e acusa e fere e
dói
e cega-nos com águas límpidas e fere,
fere, fere e fere.
É refazer a ferida
no lugar mais nvulnerável de nós mesmos;
esquecer (na gaveta) a lanterna,
inimiga da lama nos sapatos.
Compreender é cantar a melodia viva da morte,
não da sorte
(a sorte é uma canção que não se ouve,
insinua-se
e é bela, é alta, une distâncias, separa abraços).
É percorrer os caminhos onde nos buscamos
- imagens de um sonho apedrejado –
e nunca estaremos
(como em nós mesmos,
onde nunca estamos,
mesmo quando estamos sempre).
(Poema publicado no Nº 15 da revista Hera, em 1985)
PONTERIX, O MITO outubro 27, 2011
Posted by eliesercesar in Minicontos.add a comment
1
Ponterix era um semideus, filho da deusa Hora com o humano Bomtempo. Nasceu num labirinto de espelhos, adagas e tigres, onde o tempo não era linear, como a vida real de quem nasce, logo depois, chora, mama, faz coco mole, requer cuidados extremos, cresce, cresce, cresce, se torna adulto, velho, chato ou carismático, a depender da índole de cada um, e morre, muitas vezes se atingir a velhice ou a idade adulta. No labirinto, o tempo era circular, pois se tratava de um labirinto borgeano e, como todo labirinto, sua finalidade era confundir e aprisionar. (mais…)
Pequenas grandes histórias – Tardes com anões reune microcontos de sete autores baianos. outubro 17, 2011
Posted by eliesercesar in Reportagem.add a comment
Sem a Branca de Neve, a coletânea Tardes com anões foi sensação na Flica; livrinho reúne ficção minimalista de sete anões, nada nanicos.
Sem a Branca de Neve, que ficou em Salvador, os sete anões, nem um tanto nanicos, estavam lá. Explicando melhor a fábula da vida real, nem sempre alegre, mas também, por vezes, melancólica e sem final feliz: sete escritores baianos deram um tom diferente à Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que se encerra no domingo (16 de outubro) em Cachoeira – município do recôncavo baiano, a 110 Km de Salvador – ao lançarem o livro de minicontos Tardes com anões. (mais…)
ANTES DAS FLORES setembro 27, 2011
Posted by eliesercesar in Poesia.2 comments
Esqueçam tudo o que aprenderam.
Esqueçam todos os amores.
Agora, pensem no infinito,
porque a morte chega
antes das flores.









