POEMA SEM DATA, SEM NOME novembro 2, 2011
Posted by eliesercesar in Poesia.trackback
Compeender é cantar o homem submerso
no peito;
não o outro que grita junto dele e acusa e fere e
dói
e cega-nos com águas límpidas e fere,
fere, fere e fere.
É refazer a ferida
no lugar mais nvulnerável de nós mesmos;
esquecer (na gaveta) a lanterna,
inimiga da lama nos sapatos.
Compreender é cantar a melodia viva da morte,
não da sorte
(a sorte é uma canção que não se ouve,
insinua-se
e é bela, é alta, une distâncias, separa abraços).
É percorrer os caminhos onde nos buscamos
- imagens de um sonho apedrejado –
e nunca estaremos
(como em nós mesmos,
onde nunca estamos,
mesmo quando estamos sempre).
(Poema publicado no Nº 15 da revista Hera, em 1985)

Poesia não se comenta (nem se explica). Gostei. Você é poeta dos grandes.
Gostei do poema, Elieser. A verdadeira poesia é atemporal. Abraço. Beijo na pequena Cecília.