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ARQUITETURA maio 29, 2012

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Para a pequena Maria Cecília, minha filha que, em sua pungente inocência, pronunciou o primeiro verso. 

I

Minha casa será de madrugada.

Da manhã, renovação.

Da tarde, farei outros caminhos.

À noite, consagrarei aos descaminhos.

II

E assim, com o tempo junto a mim;

Da madrugada, casa;

Renovação, da manhã;

Outros caminhos, da tarde;

E, da noite, descaminhos;

Construirei a frágil arquitetura dos meus dias.

CRONOLOGIA abril 24, 2012

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O presente é do homem

Da esperança, o futuro.

O passado é o tempo de Deus.

Funeral março 28, 2012

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I

 

É de alívio

o sentimento do homem vivo

no velório.

 

II

 

Pode ser lorde, mendigo ou simplório,

que é mesmo de alívio,

o sentimento do homem vivo

no velório.

 

III

 

“Afinal” – pensa o homem vivo no velório –

“estou no funeral,

mas não estou assim

tão mal”.

 

O LEQUE DE OXUM – VASCONCELOS MAIA E A REPERSENTAÇÃO DOS EGUNS. março 28, 2012

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Contista da gente baiana, intérprete panorâmico do mar da Baía de Todos os Santos e da Cidade do Salvador, com suas ruas e ladeiras, becos e calçadas, sobrados, igrejas, bares e castelos, pescadores, capoeiristas, putas e moças de família, Carlos Vasconcelos Maia também ambientou suas histórias nos terreiros místicos e míticos do candomblé, com sua corte de iarolixás, iaôs, ogans, ojuobás, babás e toda nobreza da religião dos orixás. Antes de Jorge Amado, Vasconcelos Maia já se apropriara do candomblé como matéria-prima de  ficção (mais…)

POEMAS PARA ANTONIO – A LINHAGEM ESPIRITUAL DA POESIA DE ÂNGELA VILMA. março 22, 2012

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Evanescente, amorosa, marcada pela transitoriedade da vida e pela fugacidade da existência, a poesia de Ângela Vilma tem a linhagem espiritual de Cecília Meireles. Não que a autora de Poemas para Antonio tente imitar a poeta de Viagem. Ângela Vilma tem dicção própria, mas, em seus poemas, a alma feminina tão expressa na lírica ceciliana também se mostra nítida e perceptível como um rosto que nos surpreende, de repente, envelhecido num espelho. (mais…)

Um livro porreta – Jornalista Marcelo Torres analisa As baianas, com destaque para a linguagem peculiar dos contos fevereiro 15, 2012

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Baianidades. Em pé (da equerda para a direita): Lima Trindade, Gustavo Rios, Tom Correia, Carlos Barbosa e Mayrant Gallo. Sentados: Rosel e Renata Soares e Elieser Cesar com a baianinha Maria Cecília. Foto: Rosana Souza.

Marcelo Torres

Já pensou reunir, num só universo, a noivinha do Cabula, a putinha da Vitória, a Bonnie dos Barris, a guerreira da Lapinha, a santinha da Ribeira e a piriguete de Ondina? Pois neste mês de fevereiro, mês de carnaval, chegou às livrarias um livro porreta, com um título que já é um convite à leitura – As baianas.

Gustavo Rios, Carlos Barbosa, Mayrant Gallo, Elieser Cesar, Tom Correia e Lima Trindade fizeram uma obra  declaradamente inspirada em As cariocas, de Sérgio Porto, e pretendem mostrar outras baianas, “longe do estereótipo cristalizado pela música popular e pelos clichês das novelas de televisão”. (mais…)

Jornada de dor e redenção – Em Hendersen, o rei da chuva, Saul Bellow faz romance de formação de um homem na maturidade janeiro 29, 2012

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TEMPLOS janeiro 23, 2012

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Trate bem o seu corpo.

Trate melhor a sua alma.

Eles controlam tudo.

Os dois, a tudo acalmam.

Os Encantos da Morte – Em livro de contos, o médico e escritor Alfredo Gonçalves de Lima Neto emprega a pena de Doutor Thanatos. janeiro 9, 2012

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Hieronymus Bosch

Último mistério da existência, experiência pessoal, intransferível e, para muitos, dolorosa, a morte tem também sua sedução; aquela mesma atração que, segundo Nietzsche, faz o abismo olhar para quem passa o tempo todo olhando para o abismo. Médico de formação, escritor por vocação e com o bisturi afiado para as letras, Alfredo Gonçalves de Lima Neto, encontrou naquela que o poeta Manuel Bandeira chamou de “a mais indesejada das gentes”, inspiração para o livro de contos “Os Encantos da Morte”, lançado no final do ano passado. (mais…)

NAÇÃO novembro 14, 2011

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NAÇÃO

I

Festas, flores e perfumes.

Sorrisos, mulheres. beijos,

fotos e alegrias.

Bebida.

Onde a vida?

II

Depois, a morte,

nação comum.

 

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