jump to navigation

INCLUSÃO DIGITAL* maio 6, 2009

Posted by eliesercesar in Reportagem.
trackback

 

–         Exame da próstata pelo toque retal ainda assusta a muitos marmanjos

 

Elieser César

 Ilustração Da Próstata

 

Esqueça o acesso ao computador e aos serviços da informática ao maior número possível de pessoas, porque a verdadeira, universal e mais profunda inclusão digital é o exame da próstata, através do toque retal, aquela famosa e, para os coroas grisalhos, inevitável dedada no fiofó, como diz o vulgo. Método mais seguro para diagnosticar o câncer da próstata – a neoplasia mais frequente no homem, presente em 21% dos casos e superando os cânceres de pulmão, cólon e de pele – o toque retal ainda mete medo em muitos marmanjos e machões empedernidos, mas, felizmente, a resistência a este tipo de exame vem caindo entre os homens a partir de 40 a 45 anos de idade.

Com potencial para causar suores e calafrios, em muitos homens que insistem tirar o dele da reta, o método é simples: o médico mete o dedo no reto do paciente e sente a próstata (uma glândula do tamanho de uma ameixa, com cerca de 20 gramas) através do tecido retal. O exame vai revelar o tamanho, o formato e a textura da próstata, apontar se ela está dura ou não e se apresenta calosidades. Depois disso, cabe ao médico decidir se são necessários exames complementares, como o de sangue urina para saber se o desempenho dos rins já foi prejudicado pelo mau funcionamento da próstata.

O diagnóstico do câncer de próstata é feito também pele exame de sangue PSA (antígeno prostático específico), proteína produzido pela glândula responsável pela produção do líquido que se junta à secreção da vesícula seminal para formar o sêmen (espera) e auxiliar no transporte dos espermatozóides formados nos testículos até a ejaculação no momento do orgasmo. Muitos homens tentam se enganar, esforçando-se por acreditar que apenas o PSA é suficiente para o diagnóstico das doenças da próstata, como, por exemplo, a prostatite, a inflamação ou infecção da glândula prostática (estima-se que metade dos homens adultos vai desenvolver alguma prostatite durante a vida). Mas a verdade, dolorosa para muitos pacientes, é que o PSA só, não basta. Um exame não elimina o outro. Pelo contrário, reforça.

Veja o que diz, em entrevista para site do Dr. Drauzio Varela, o médico  Miguel Srougi, professor de Urologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e autor do livro “Próstata: Isso é com você”, um didático manual sobre o assunto lançado pela Publifolha: “ Na cabeça dos homens  existe a fantasia de que  o exame de PSA é suficiente para o controle preventivo do câncer. Na realidade, não é. Ele falha em 20% dos casos. Embora o toque falhe em 35%, fazendo os dois juntos, a probabilidade de deixar escapar o problema cai para 8%. Portanto, um não exclui o outro. Ao contrário, um complementa o outro na busca do diagnóstico exato”. Viu, leitor frouxo? Isso é com você mesmo: faça o exame de sangue, deixa de preconceito de macho metido à besta, respire fundo e prepara-se para arriar as calças e, se quiser (se assim o faz senti-se mais tranqüilo, já que seguro morreu de velho)  pode observar antes o tamanho e a grossura do dedo includente e  examinador.

 

 

Brasil registra 50 mil casos da doença por ano

 

 getattachment

Reportagem recente de capa da revista Veja sobre o câncer de próstata revelou uma novidade na área do diagnóstico. “Pesquisadores da Universidade de Johns Hoppkins, nos Estados Unidos, identificaram um marcador específico para o câncer de próstata, a proteína EPCA-2, encontrada no sangue. Como ela é fabricada apenas pelas células tumorais, a acurácia do exame para identificá-la chega a 97%, segundo estudos preliminares”, informa a publicação semana da Abril.

 Mas, vá com calma, homem apressado, pois a previsão é de que o exame só será lançado em 2013. Até lá, o  recurso mais seguro continua sendo a velha dedada no toba. Portanto,  aja com galhardia e procure imediatamente um médico aos surgirem os seguintes sintomas indicativos de enfermidades na próstata: jato urinário cada vez mais fraco, dificuldade ou demora para iniciar a micção, necessidade freqüente de urinar; acordar a noite para mijar, interrupção involuntária do jato urinário, presença de sangue na urina, dor ou sensação de queimação durante a mijada, sensação de que não pode segurar a urina e de esvaziamento incompleto da bexiga. É bom lembrar que a próstata nunca dói e que somente os exames médicos podem detectar algum problema nela. E também não esqueçam que, segundo a Veja, o Brasil registra quase 50 mil casos de câncer de próstata, por ano. Somente na cidade de São Paulo são diagnosticados 22 novos casos, por 10 mil habitantes, a cada ano. Se o leitor grisalho ainda resiste  a fazer os exames é imperativo que saiba que o câncer de próstata é uma realidade  que vai se desenvolver em um de cada dez homens, em alguma fase da vida.

 

Os homens mais novos podem ficar descansados porque este tipo de câncer é raro em quem tem menos de 50 anos, mas as chances de ocorrer vão aumentando com a idade, chegando a afetar, em sua forma primária, cerca de 60% dos homens acima dos 80 anos. Estimativas médicas apontam que a próstata passa a crescer 0,4 grama, por ano, a partir dos 31 anos de idade. Em caso de câncer prostático ou de Hiperplasia Prostática Benigna, esse crescimento pode atingir de 60 a 110 gramas, o que requer tratamento cirúrgico. O aumento exagerado afeta diâmetro da uretra, dificultando a passagem da urina e o próprio funcionamento da bexiga, sendo passível de causar alterações renais. Há vinte anos, a possibilidade de ficar impotente depois de uma prostatectomia (cirurgia) radical era de  80%. Hoje, caiu para um terço.

Toque Retal faz Deputado ”Ouvir Estrelas” 

img_exame-de-prostata_15411

Espécie de mártir prostático, o então deputado estadual, pelo PT, Sargento Isidoro ganhou notoriedade nacional, quando subiu à tribuna da Assembléia Legislativa da Bahia, em 2005, para se queixar da dedada que levou durante o exame do toque retal, confessando ter se sentido deflorado. Para um plenário de deputados, funcionários e até jornalistas estupefatos diante da inusitada descrição clínica, Isidoro, então com 43 anos de idade, desceu a detalhes quase escatológicas Contou que ainda se sentia fortes dores no lá dele devido ‘à virulência do médico” que, num transporte reto-bilaqueano, o fez “ouvir estrelas”. Mais sorte teve o parnasiano Olavo Brás Monteiro dos Guimarães Bilac que, para ouvir estrelas,  não precisou da introdução de dedo no traseiro, mas simplesmente da doce, inefável e indolor visitação das musas

Contudo, voltando ao parlamentar ouvinte de estrelas menos nobres, Isidoro prosseguiu na descrição de seu vexame: “pensava que era de outra forma. Mas, a maneira que o médico me tratou, a maneira com que foi introduzido aquele dedo, foi horrível. Quase desmaio. Não aceito, saí de lá com  o olho cheio de vaga-lume”. Para reforçar suas palavras, o deputado gesticulava, com o dedo em riste, imitando os movimentos do médico, que classificou de “carniceiro”. Segundo o então deputado, que também é sargento da Polícia Militar baiana, o médico chegou e foi logo colocando o dedo, para a angústia de um pai-de-família  da idade dele. Antes de deixar a tribuna, o parlamentar  deu a estocada final: “Se fazem isso com um deputado, imagine com pessoas que não têm esclarecimento como um sem-terra e um desempregado!”. E saiu prometendo lutar pela adoção de outro tipo de exame menos invasivo.

O  procto-discurso do sargento Isidoro motivo um aparte veemente de seu colega Targino Machado, do PMDB, que, como médico não podia ouvir tudo aquilo calado. Machado disse que Isidoro estava prestando um mau serviço à população, observando que o toque retal é o exame mais indicado para  diagnosticar o câncer de próstata. “Não possa aceitar que Vossa Excelência venha a esta tribuna fazer  apologia contrária à prevenção do câncer de próstata”, reagiu Machado, acrescentando que ele mesmo e outros homens, se não morreram de outra enfermidade, serão acometidos pela doença.

O furor anti-prostático do Sargento Isidoro levou ainda a Sociedade Brasileira Urologia da Bahia (SBU-BA) a anunciar que iria pedir licença à Assembléia Legislativa para processar o deputado, pis o discurso e repercussão nacional do caso trouxeram reflexos negativos nos consultórios dos urologistas do Estado. Na época, o presidente da SBU-BA, Modesto Jacobino (há poucos dias eleito novamente para o cargo), em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, revelou que, durante uma consulta rotineira, um paciente dele se recusou a se submeter ao toque retal, lembrando que o deputado Sargento Isidoro havia reclamado do método e que deveria existir outros exames que pudessem substituir este tipo de exame.

O destemido Isidoro não se abalou com a ameaça de processo e, através do mesmo jornal, avisou: “Vou pedir que meus colegas  dêem licença à Sociedade de Urologia para me processar. Na Justiça, vou repetir o que disse na Assembléia Legislativa. É claro que os médicos têm  de procurar outros métodos para fazer o exame, ou, pelo menos, orientar bem os pacientes, antes da colocação do dedo. Hoje, existem pessoas que vivem com rins e coração diferentes. Por que não pode haver outro método para o exame?”.

 

Mas, o que pensa, hoje, três anos  depois do polêmico discurso, o Sargento Isidoro, agora afastado dos embates parlamentares? Teria perdido o medo? O ex-deputado que também é evangélico e  agora se dedica à uma instituição filantrópica para cura de usuários de drogas, diz que Deus iluminou seu caminho (estrelado?) e que  a política é uma atividade do passado. Ele garante que não é contra o exame do toque retal – “cheguei a distribuir dois milhões de folderes recomendando o exame da próstata” – e que continua se submetendo periodicamente a consultas aos urologistas. Mas não dá o braço (o não seria o dedo?) a torcer e garante que continuará lutando por um exame alternativo à popular dedada. Mesmo demonstrando irritação, ao tomar conhecimento do assunto da entrevista, o ex-deputado não se recusou a falar sobre o seu temor do passado. “A minha opinião é a mesma que está na ata da sessão da Assembléia Legislativa, não é o que moleques dizem pela revista ou pelo jornal. Faço o exame porque ele não tira a masculinidade de ninguém, mas continuo lutando por exames alternativos”, afirmou Isidoro que, como deputado chegou a defender outros projetos igualmente polêmicos, como a destinação de leitos hospitalares, pelo Sistema Único de Saúde, para tratamento de quem quisesse deixar de ser homossexual e o atendimento psicológico gratuito   para chifrudos, como argumento que o rico cura a dor de corno com um especialista, enquanto o pobre galhudo procura alívio “na marvada”.

 

           Empresário conta, bem humorado, como foi sua primeira vez

 tiira_doutor_tira

Ao contrário do incomodado Isidoro, o empresário Carlos Mamede, de 75  anos, reage com bom humor, ao se reportar ao primeiro exame do toque retal. Mamede conta que, ao entrar na clínica urológica, ficou o olhando o tamanho do dedo do médico, para escolher o calibre certo. Escolhido  o examinador, Mamede revela que o médico introduziu o dedo. Daí seguiu-se o ilustrativo diálogo.

Mamede: Doutor, eu vou cagar.

Médico: Relaxe. Não contraia.

Foi, então que, de acordo com rebelde  paciente, o urologista girou o dedo em suas entranhas e ele fez o apelo final:

–         Tira, tira, doutor, que vou cagar!

Hoje, já acostumado ao exame, um descontraído Mamede recorda o desfecho da consulta:

–         Não caguei, não, mas soltei uma bufa que o doutor nunca vai esquecer.

 

Na mesma linha da galhofa e do bom humor, o corretor de imóveis Luís Carlos de Carvalho, de 49 anos, conta que saiu frustrado da primeira vez em que foi se submeter ao  toque retal, aos 42 anos de idade. Lula, como é chamado pelos amigos, disse que já estava psicologicamente preparado para a empreitada, tanto que, no bar que frequenta, anunciou aos amigos que, finalmente, faria o exame que muitos já haviam feito, sem perder a ternura, ou melhor, a masculinidade jamais. Acontece que, no consultório, já mais do que preparado para o embate digital, Lula ouviu do médico que não era necessário proceder o toque retal.

O exame digital ganhou o imaginário masculino através da popular piada. Há algumas piadas sobre  o  assunto. A mais engraçada é a do ceguinho (isso mesmo, nesta história não se chama quem perdeu a visão de pequeno portador de deficiência visual, mas de ceguinho mesmo, como nos folhetos de cordel); pois, o tal ceguinho foi fazer o tal exame e, logo, perguntou:

–         Doutor, dói.

–         Só um pouquinho – respondeu o médico.

O ceguinho disse que tudo bem e indagou:

–         Doutor, posso lhe pedir uma coisa.?

E o urologista:

–         Claro. É só pedir.

–         Posso pegar no seu pau, doutor.

–         Porra, ceguinho, você é viado?

E o ceguinho, que não era nada besta, respondeu:

–         É pra ter certeza de que o o senhor vai enfiar é mesmo o dedo.

O ceguinho fez o exame e, ao contrário do Sargento Isidoro, não ouvir estrelas, mas só a gargalhada do médico.

 

 

Assim como o empresário Carlos Mamede e o corretor de imóveis Luís Carlos  os homens vêm enterrando  (ô, palavrinha ambígua!) o velho preconceito e procurando o urologista  para o exame do toque retal, mais cedo do que costumava ocorrer. “Atualmente, metade dos meus pacientes tem, no máximo, menos de 55 anos, disse à revista Veja o médico Álvaro Sarkis, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Há uma década, eu não recebia ninguém com menos de 70 anos”, completou o especialista. Mas, mesmo assim, ainda tem gente que diz que prefere morrer a deixar que o médico enfie o dedo no lorto dele.

“Os homens relutam em fazer o toque retal por dois motivos. Primeiro, por preconceito cultural típico do machão latino. Segundo, por medo de sentir dor. Eles são muito mais medrosos do que a mulher que enfrenta melhor qualquer situação dolorosa. O tempo me ensinou também que o preconceito já não é tão forte como antes. Eles resistem, fazem piadas, acham ruim, mas acabam se submetendo ao exame de toque e, no ano seguinte, vêm  tranquilos repetir o exame porque perceberam que não dói”, contou o médico Miguel Srougi, ao site do Dr. Drauzio Varela. De acordo com Srougi, o câncer  de próstata quase sempre aparece na face posterior da próstata e é aí que ele cresce. “Com o toque retal, o médico sente se há áreas endurecidas na próstata que é um órgão de consistência mole. Quando câncer surge, ela adquire a consistência do osso dos dedos dobrados da mão. Dessa forma, é possível perceber nitidamente quando se trata de hiperplasia, ou crescimento benigno da próstata, ou de áreas duras que sugerem a presença de câncer. Neste caso o Passo  seguinte é fazer uma biopsia para verificar se o tumor é maligno”, explica o urologista.

Aja como um professor do curso de Letras da Universidade Estadual de Feira de Santana que, dirigindo pela Barra, avistou este repórter e lépido e fagueiro,  quase transbordante de felicidade, colocou a cabeça para fora da janela do automóvel e informou: “Elieser, vou tomar minha deda”. De pronto, eu desejei boa sorte.

 

 

 

 

* Esta reportagem foi escrita para a  revista Metrópole, extinta antes de sua publicação.

Anúncios

Comentários»

1. José Inácio Vieira de Melo - maio 6, 2009

Salve, Cesar! Muito bom o seu texto. Quase morri de rir. Mas acabei de fazer 41 anos (16/04), e estou me preparando para o incesto (meu irmão mais velho é urologista). Porém o ranço do catolicismo me perturba muito, berrando que devo procurar um médico que não seja parente. Porra, bicho, fico pensando também quando tiver discutindo com ele, ele vai poder dizer: “cala a boca, seu merda, eu já botei o dedo no seu rabo”. Aí vai ser foda!!!

eliesercesar - maio 6, 2009

Não se preocupe, poeta. Seu exame ficará sendo um segredo de família. tudo em casa Prometo que não vai virar reportagem. pelos menos neste blog.

Abraço

2. Jeronimo Rodrigues - maio 6, 2009

Sobre a PÉROLA da Inclusão Digital,

PESSOAS, constatei a CRIATIVIDADE do mestre Eliser. Ele consegue, no seu estilo peculiar, falar de assunto sério, importante e atual de forma criativa e Bacana/Sacana…vale a pena ler toda a matéria. Podemos dizer que esta matéria (mais parece com uma produção literária) populariza a ciência de forma respeitosa, ética e pedagógica.

Viaje nessa inclusão jornalista… e além das valiosas informações, têm os fatos veridicos que nos ensina a lidar com a questão de forma tranquila, mas precavida, como a história do ceguinho, a de Isidoro e a de Mamede.

Parabéns e sucessos,
do amigo e leitor,

Jerônimo Rodrigues Souza
Professor UEFS e assessor da SECTI

veja a criatividade do Blog – cuidado: vc pode aparacer lá qualquer hora e virar personagem publica:

http://www.eliesercesar.wordpress.com

Blog Salve Cesar

Jerônimo

eliesercesar - maio 6, 2009

Valeu, Jerônimo, gestor da Secti que também entende de inclusão digital.

Forte abraço

Sidnay - maio 12, 2010

Bastante criativo o blog, principlamente por expor um assunto de maneira simples, de forma criativa e assuntador para muitos.

Parabéns!!! Sidnay

3. Antonio Carlos L. Santos - maio 6, 2009

Eu já fiz os meus e a minha. Posso afirmar, portanto, que não é nada disto. O diabo não é tão feio quanto se pinta. Sobretudo levando-se em conta o feliz resultado proveniente da PREVIDÊNCIA.
Um abraço amigo.
“Nervoso”

eliesercesar - maio 8, 2009

Isso é que é conhecimento de causa!

Forte abraço, Toinho!

4. Os números de 2010 « Salve, Cesar – O blog de Elieser Cesar - janeiro 3, 2011

[…] The busiest day of the year was 22 de junho with 71 views. The most popular post that day was INCLUSÃO DIGITAL*. […]


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: