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A Civilização da Coca-Cola em Drágea – Capítulo 14 novembro 4, 2010

Posted by eliesercesar in Akizar, a palavra mágica..
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Onde se informa como a marca de famoso refrigerante  acabou dando nome à uma era de devastações, causadas por armas nucleares e guerras bacteriológicas, que transformaram o planeta em um monturo calcinado.

Para os historiadores, a transformação do refrigerante líquido para um comprimido gasificado  determinou o nome daquela civilização responsável pela guerra que devastou o planeta. Em nome de um modelo de mercado, os pobres ficaram cada vez mais pobres e os ricos mais poderosos. Com medo  da revolta do populacho, os ricos passaram a fabricar armas sofisticadas. A ordem era desestimular, pela exibição da máquina de guerra, qualquer tentativa de protesto.

O levante não demorou. Os pobres, sem direito sequer à uma drágea do refrigerante, atacaram de surpresa a capital do país mais poderoso do mundo. Foram repelidos à custa de milhões de vidas. Voltaram à carga, desta vez munidos de armas nucleares e bacteriológicas, contrabandeadas pela resistência, organizada pacientemente no período de relativa paz e comandada por um cientista que trocara de lado.

Logo, a guerra se espalhou por todo o planeta. Das montanhas glaciais às praias dos trópicos, bombas atômicas foram disparadas e respondidas com outras mais potentes. Em pouco tempo, a Terra se tornou um monturo calcinado, com sua população reduzida a um quinto.

Esforços de paz e muito trabalho foram necessários para reconstruir o que restou do planeta, depois da guerra habitado também por monstros e mutantes. Não presenciei o morticínio, pois, naquele tempo, hibernava na montanha do Mago Rekerk, enquanto meus pais, meus irmãos e meus amigos sucumbiam à devastação nuclear. Do jeito que a sociedade se degringolou antes do levante, sequer sei de que lado o meu pessoal estava, mas suspeito  que também tomara o partido errado, já que não há razão  na estupidez da guerra. Digo isso, com o conhecimento e o incômodo do guerreiro forçado a lutar e a matar para evitar mais injustiças.

Por que logo eu tenho que combater essas bestas que povoam o mundo? Quis, um dia, ser guerreiro?  Não seria melhor que tivesse perecido com os meus ou jamais despertado do sono na Montanha do Topo Celestial? Ah, meu Deus, tantas perguntas! Minha função não é perguntar é combater, como a espada arremessada que não escolhe o alvo e é ela o indefeso alvo da ferida a ser aberta. O certo é que ficara num passado remoto o jovem que um dia eu fui e perdida na poeira dos dias a Civilização da Coca-Cola em Drágea. O presente era o Vigilante dos Caminhos Sem Medo e seu desejo de reaver sua Princesa. Era essa vontade que me impelia aos combates.

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