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ARQUITETURA maio 29, 2012

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Para a pequena Maria Cecília, minha filha que, em sua pungente inocência, pronunciou o primeiro verso. 

I

Minha casa será de madrugada.

Da manhã, renovação.

Da tarde, farei outros caminhos.

À noite, consagrarei aos descaminhos.

II

E assim, com o tempo junto a mim;

Da madrugada, casa;

Renovação, da manhã;

Outros caminhos, da tarde;

E, da noite, descaminhos;

Construirei a frágil arquitetura dos meus dias.

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Comentários»

1. Mariana Paiva - maio 29, 2012

Muito bom!
Maria Cecília já nasceu poeta!
🙂

2. Rosel Soares - junho 3, 2012

Uma pintura esse texto!
Não sei se louvo primeiramente o pai ou a filha. Na dúvida, louvo a filha, pois esse primeiro verso já é uma poesia em si mesmo. Mas parabenizo, e muito, o pai, que soube dar continuidade e vazão a tamanha composição. De causar inveja!
Abraços.
Rosel Soares

3. Lidi - junho 11, 2012

Belo poema, Elieser. Mas bonito mesmo é ver a sensibilidade de Cecília. “Minha casa será de madrugada” é lindo demais. Abraço.


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