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PAVANA PARA UM INFANTE MORTO outubro 18, 2012

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Em memória de Adrian Aleixo Post

I

No dia da mentira, a morte
lhe pregou uma mentira;
porque não morreste,
assim como não morre
o brilho (mesmo fugaz),
da última estrela solitária.II

Vai, pequeno, aceita agora
os pássaros da terra
e os camaleões das nuvens,
seus definitivos bens.

III

Vai, pequeno rei de outro reino
(little boy, chamavam-te);
segue ao encontro do hálito
de tristeza e esperança da eternidade.
Apressaram a duração perpétua de seu sono?
Dorme, então, rapazinho,
e deixe durar – na memória
de seus poucos anos –
o sopro alegre e o esplendor da vida
de mais um anjo roubado dos homens.

(do livro Os cadernos de Fernando Infante)

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