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NOITE INFINITA novembro 4, 2014

Posted by eliesercesar in Poesia.
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 Brumas

I

Único cálice da única e revogada fé.

Assim foi minha juventude.

Na taça ancestral  de um jovem ébrio,

desprezei o brinde da velhice,

no tempo trôpega,

de  vida, sôfrega.

Pois, trôpega  é a vida, minha mãe!

 

II

 

Se trôpega, a vida,

trôpego também o destino,

seu infalível e leal parceiro;

álcool nos ossos,

descomunal mistura

de um mesmo fogo

que incendeia o dia,

consolida e arremata a tarde

e à infinita noite assombra e arrebata.

 

 

III

 

Infinita noite, náufraga de terríveis pesadelos,

tábuas podres dos destroços de meus dias;

prisioneira de sua própria escuridão,

contenção de sombras e de opacas tardes,

infinita noite que desce sobre mim,

e anseia a humanidade cruel das madrugadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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