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GUERRA E PAZ SOVIÉTICO – Em Vida e Destino, Vassili Grossman emula Tolstói, escreve o épico sobre Stalingrado e condena o totalitarismo. fevereiro 18, 2016

Posted by eliesercesar in Resenhas.
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V G

Considerado o Guerra e Paz da União Soviética, Vida e Destino, do escritor ucraniano Vassili Grossman (1905-1964), é um romance múltiplo. Neste épico do Século XX, vários temas se imbricam num vigoroso painel da URSS durante a ditadura de Josef Stalin. O principal pano de fundo é Batalha de Stalingrado, decisiva para os rumos da II Guerra Mundial. Como jornalista, Grossman esteve no front de Stalingrado e, depois, acompanhou o Exército Vermelho até Berlim na vitória dos aliados contra os nazistas.

Já se disse que a literatura russa sempre caminhou, passo a passo, com a história. Guerra e Paz, de Leon Tolstói, é o maior exemplo dessa bem-sucedida parceria doméstica, ao retratar a invasão da Rússia pelas tropas de Napoleão Bonaparte, no começo do Século XIX. Quase um século e meio depois, Vassili Grossman emula o clássico russo e, com a agudeza e a observação do bom repórter, e a sensibilidade e o cuidado estético do zeloso escritor, reconta a heroica resistência em Stalingrado. (mais…)

OUTRAS LUAS fevereiro 14, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Luas

Não embarque nas fáceis emoções.

Novela de televisão?

Programa de auditório?

Um novo repertório,

barulho e  supositório?

 

Uma celebridade desfilando na avenida?

Um gol qualquer num jogo qualquer?

Não embarque nas fáceis emoções.

Não são suas.

São distantes,

outras luas.

 

PALAVRAS fevereiro 12, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Palavras

É fatal:
pouco ou muito,
tudo já foi dito.

Menos o essencial.

TODO POEMA ILEGÍTIMO É BASTARDO fevereiro 4, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Basta

O poema não é um filho

que, ao nascer, logo se mostra.

O poema não precisa de aposta.

Às vezes, é pergunta.

Quase nunca resposta.

Ao filho, desejamos sorte.

O poema nos fere de vida e de morte.

O filho cresce,

e, logo, troca de idade.

O poema permanece

em sua congênita maturidade.

Se o filho é legítimo

(e que filho não é legítimo, Eduardo?),

todo poema ilegítimo é bastardo.

 

MUDANÇA fevereiro 3, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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mUDANÇA

Antes ou depois,
um homem é só aquilo
o que sempre foi.