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TODO POEMA ILEGÍTIMO É BASTARDO fevereiro 4, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Basta

O poema não é um filho

que, ao nascer, logo se mostra.

O poema não precisa de aposta.

Às vezes, é pergunta.

Quase nunca resposta.

Ao filho, desejamos sorte.

O poema nos fere de vida e de morte.

O filho cresce,

e, logo, troca de idade.

O poema permanece

em sua congênita maturidade.

Se o filho é legítimo

(e que filho não é legítimo, Eduardo?),

todo poema ilegítimo é bastardo.

 

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