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CACIMBA março 31, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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FiltroFossemos somente

Fossemos somente
leves e voláteis,
seriamos todos
águas potáveis.

 

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COMO SE FOSSE UM PASSARINHO março 25, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Lava-cu

Bem-te-vi, Tiziu, Sabiá, Sofrê,

Sanhaço, Curió, Papa-capim,

Canário, Cardeal, Rouxinol,

Patativa, Andorinha, Azulão…

 

Depois da chuva, vi um Lava-cu,

pássaro higiênico!

PRONTUÁRIO março 12, 2016

Posted by eliesercesar in Sem categoria.
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Tosse.jpg

Da gripe me declaro bom.
Da vida tenho as minhas tosses.

ROÇA março 12, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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sabia3

Quero ficar no meu cantinho,
bem lá na roça.
Com os sabiás e os bem-te-vis,
cheio de prosa.

Com os caga-sebos e as lavadeiras
(concerto intenso).

Quero ficar no meu cantinho.
Que mundo imenso!

CAMINHANDO COM PESSOA – Em Lisboa 1935, Antonio Brasileiro mostra a leveza poética burilada na maturidade. março 10, 2016

Posted by eliesercesar in Resenhas.
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Brasileiro

A poesia de Antonio Brasileiro sempre foi marcada pela força das indagações filosóficas. A busca pelo sentido da existência, a procura pelas respostas de uma mente que parece não cessar de perquirir e até as crispações existenciais de quem nunca deixa de enfrentar os “touros ferrenhos” que rondam a alma, sempre perpassaram a poesia do artista baiano radicado em Feira de Santana. Mas, eis que, agora, na maturidade, o poeta (quem sabe com o espírito, enfim, sossegado?) em lugar de buscar respostas para os desassossegos da vida, parece aceitar o mundo tal como ele é, com menos questionamento e mais compreensão, numa cumplicidade solidária com os homens e uma comunhão quase religiosa com a natureza.

Daí a leveza ser a característica marcante do novo livro de poesia de Antonio Brasileiro: Lisboa 1935, recém-publicado pela editora baiana mondrongo. Não que nesta nova obra o poeta deixe de falar de coisas incômodas e dolorosas, como se pode conferir nos versos do poema Foz:

Que sentido existe

no que vive triste

e no que morre triste? (mais…)

VACINA março 9, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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antídoto

Digo essa simples verdade:

todo poema é um antídoto contra a maldade.

DAS COISAS SIMPLES DA VIDA março 7, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Passarinho

DAS COISAS SIMPLES DA VIDA

Foi só um passarinho,
entrando no ninho,
no começo da manhã.
Só isso, esta besteirinha:
um passarinho,
entrando no ninho,
no início da manhã.
Mas, que manhã!

 

condição março 6, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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àguia

Na estepe,

ou na neve,

todo poeta é águia leve.

DESPERDÍCIO março 5, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Falta d´agua

Não desperdices a boa poesia.
Ela não brota toda dia.
É tão pouca,
como água que falta à boca.

MANHÃ março 2, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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cedo
Muito cedo não soube
o que fazer com a vida.
Toda vida é sempre isso:
muito cedo.