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NÉVOAS maio 25, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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banheiro

Você é um homem;

não um alface.

Tome um banho quente;

desembace o espelho

e verá novamente a sua  face.

 

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MUSA FORNICATÓRIA – Antologia Pornográfica celebra o coito para todos os gostos. maio 22, 2016

Posted by eliesercesar in Resenhas.
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Musa 1

Fescenina, lúbrica, luxuriante – numa frase: repleta de putaria – é a  Antologia Pornográfica: de Gregório de Mattos a Glauco Mattoso, organizada pelo poeta Aleixei Bueno e publicada na coleção Saraiva de bolso, pela Nova Fronteira. Nela se fode o tempo todo. Só não se fode o leitor, deliciado com a verve alcoviteira e lasciva que vai do Século 17 aos nossos dias.

Não se trata, portanto, de um livro para ouvidos delicados e românticas sensibilidades. Mas algo que poderíamos chamar – à falta de outro nome – de poética da fornicação. Tudo, porém, escrito num  estilo casto (epa!), e obedecendo à métrica como os licenciosos sonetos de Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805), o Bocais do imaginário popular do Nordeste brasileiro.

Poetas portugueses e brasileiros do Século 17 ao Século 20  desfiam inspiração (e também transpiração)  escandalosa na antologia organizada por Alexei Bueno. O primeiro na ordem cronológica é o baiano Gregório de Mattos (1636-1695), “Boca do Inferno” que, desbocado, sapeca o mote:

“O cono é fortaleza,

O caralho é capitão,

Os colhões são bombardeiros,

O pentelho é o murrão’

Em seguida vem Caetano José da Silva Souto-Maior, o “Camões do Rossio” (1696-1739), autor do Poema épico-obsceno Martinhada, dedicado ao padre M. Martinho de Barros, dono de um pênis colossal e fodedor-maior do clero lusitano. No poema, o reverendo desmarcado se gaba das proezas sexuais em versos como os abaixo:

“Mas tomara saber; eu não sou frade,

P’ra conservar intenso ardor potente?

Para ser com fradesca gravidade.

Fodedor coroado onipotente.

Que diria de mim esta cidade,

Se eu foder não pudesse toda a gente,

Mostrando que ainda morto no féretro

Só da minha coroa a porra é cetro?” (mais…)

Do livro das indagações maio 9, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Pode culpar a água,
o afogado?afogamento-agua-rio-resgate-685x280

BUSCA maio 5, 2016

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Se, neste bar,
Fujo daqui e de acolá,
Então, não busco nada.

(Onde, em mim,
Estou em mim,
Cruel estrada?).

Com um copo na mão
E na face um desleixo,
Persigo, Aleixo,
A primordial busca de mim mesmo.