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REZA DE SÃO FRANCISCO abril 19, 2018

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Cansei dos homens
(carrapichos).
Vou viver com os bichos.

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INFÂNCIA abril 19, 2018

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Para Dona Bete, em algum lugar das estrelas.

Quando eu fiz dez anos, pensei: 
mãe vai fazer um bolo para mim.
Quando fiz vinte anos, pensei:
os colegas vão fazer um bolo para mim.
Quando fiz trinta anos, pensei:
meus irmãos vão fazer um bolo para mim.
Quando fiz quarenta anos, pensei:
meu amor, fará um bolo para mim.
Quando eu fiz…

Bem antes,
um menino viu uma senhora
cobrir de glacê a pequena humanidade.

SUCATAS março 8, 2018

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Não foi a geladeira,
Nem a máquina de lavar.
Foi uma canseira,
(Meu anjo),
De um arranjo
Que se chama lar.

ELIESER CESAR LANÇA CIRANDA DE MARIA CECÍLIA março 8, 2018

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– Segundo livro de poesia do escritor e jornalista será lançado em 22 de março, no Mercado do Rio Vermelho.

Vinte anos depois de Os Cadernos de Fernando Infante, o escritor e jornalista Elieser Cesar lança, no próximo dia 22, a partir das 17 horas, na Bar e Restaurante do Edinho, no Mercado do Rio Vermelho (antiga Ceasinha da Chapada), em Salvador, o seu segundo livro de poesia, Ciranda de Maria de Cecília. Publicado pelo selo Candeeiro, da editora Penalux, o livro reúne poemas escritos durante duas décadas, a maioria já publicada no blog do autor – Salve,Cesar (www.eliesercesar.wordpress.com).

De lá para cá, Elieser Cesar publicou livros de prosa, dentre eles A Garota do Outdoor (contos), A Guerreira da Lapinha (novela), e O Romance dos Excluídos – Terra e Política em Euclides Neto (ensaio, fruto de sua tese de mestrado, no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia). Participou de antologias e coletâneas, como As Baianas e 82: Uma Copa , Quinze Histórias, ambas publicadas pela Casarão do Verbo, e A Poesia Baiana no Século XX, antologia organizada por Assis Brasil e publicada em 1999. Em 2013, venceu o Prêmio Damário Dacruz de Poesia, instituído pela Fundação Pedro Calmon (Secult-BA). Como jornalista ganhou mais de dez prêmios de reportagem. Foi ainda premiado como contista. (mais…)

AO LESTE DO ÉDEN fevereiro 26, 2018

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Não ter feito nada que preste.
Eis uma peste.

EM KANDAHAR janeiro 29, 2018

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Um dia, vou mudar.

Nem que seja para Kandahar.


 

ROUPA SUJA janeiro 29, 2018

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Como uma lavadeira à beira do rio,
que pega a roupa molha, ensaboa,
esfrega, lava, bate, enxágua,
torce e bota para secar nas pedras,
um dia, hei de pegar a trouxa da vida,
lavar, ensaboar ,enxaguar, torcer
botar para secar ao sol de mim mesmo,
esperar que enxugue no celeste varal
e depois, bem depois, sair às ruas,
limpo, sobranceiro, todo estival.

 

 

 

AMANHECER DA GUERRA janeiro 12, 2018

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Nenhuma guerra é necessária.
Pode o canhão despertar
a humanidade do orvalho?

Não há orvalhos para os mortos.

POESIA dezembro 12, 2017

Posted by eliesercesar in Poesia.
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Ponte entre abismos.

Salto de poucos.

PASSANDO A VIDA EM REVISTA setembro 28, 2017

Posted by eliesercesar in Sem categoria.
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Banca

I

Numa banca de jornal há publicações para todos os gostos;
para a dona de casa, o jardineiro, a cozinheira,
a criança, o adolescente, o intelectual,
a direita, a esquerda, o centro
e até para quem deseja plantar coentro.

II

Também vejo as pessoas assim:
publicações para todos os gostos.