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REBELDIA agosto 19, 2016

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MÃO

Na chuva ou no estio,

criar é um ato arredio.

PASSOS agosto 17, 2016

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pASSOS
É assim que se caminha direito:
vá para frente, siga adiante;
o que foi feito já foi feito;
melhor,agora, do que antes.

MURO agosto 17, 2016

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mURO

Todos, temos um muro,
sólido, indestrutível,
pronto e acabado.

Quando, enfim,
saltaremos para o outro lado?

BOMBONIERE agosto 12, 2016

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Balas

Nós oferecemos o pescoço,

e o mundo o cutelo.

Era mais amena a vida,

quando havia a bala  Soft,

caramelo.

SEM PRESSA agosto 8, 2016

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Sem Pressa

Caminha assim o talento:

fugaz, rápido;

duradouro,  lento.

 

 

TÚMULO agosto 7, 2016

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Eles

Ele está cansado dela;
ela, cansada dele;
e, no entanto, se abraçam
não como amantes.

Como dois mortos distantes.

TEMPLÁRIOS julho 18, 2016

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templar

Com pétalas nas mãos,

poderei abrir os caminhos com a espada?

RELÓGIO julho 12, 2016

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Dias

Em um dia, não se tem
menos, nem mais.

Todos os dias são fatais.

GERAÇÕES julho 3, 2016

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tIOS

GERAÇÕES

Os tios velhos vão morrendo.

Depois, somos os tios velhos

que vão morrendo.

E, os sobrinhos, também

os tios velhos que vão morrendo.

Til, trema, ponto e vírgula,

dois pontos: minha filha;

acento agudo, circunflexo,

também reflexos,

dos tios velhos

que vão morrendo.

HOMENS DO SERTÃO – Em Viventes de Água Preta, Jorge Medauar conta 13 histórias de pessoas simples e rudes das roças do cacau. junho 30, 2016

Posted by eliesercesar in Resenhas.
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Água Preta

Capa de edição premiada de Jorge Medauar

Histórias com cheiro de bicho e de mato e, principalmente, de gente – a gente braba, simples, astuta, boa ou má, ordeira, desconfiada das roças do cacau, tabaréus, trabalhadores rurais, coronéis, comerciantes, mascates – se encontram em Viventes de Água Preta, de Jorge Medauar, recentemente relançado pela coleção Mestres da Literatura Baiana, patrocinada pelo selo editorial da Assembleia Legislativa da Bahia em parceria com a Academia de Letras da Bahia (ALB). O livro é uma coletânea de contos escolhidos pelo próprio autor.

Detentor do Prêmio Jabuti de 1959, da Câmara Brasileira do Livro,Jorge Medauar (não confundir com o político homônimo e parente do escritor) é, hoje, apesar da alta qualidade de seus contos, um nome praticamente esquecido, até na Bahia, como a antiga Água Preta do Mocambo, atual Uruçuca, no sul da Bahia, onde nasceu em 1918, tendo falecido em São Paulo, em 2003, onde atuou como jornalista e publicitário.

O livro reúne 13 contos escritos em linguagem simples, muitas vezes poética, sem recorrer ao maneirismo estereotipado do discurso regionalista, embora apresente um acentuado timbre regional. Não há um só conto irregular. Muitos são bons, alguns excelentes, como o lírico e comovente “O dinheiro do caju” que abre a coletânea. É a travessia da infância de um menino para a adolescência. Há muito tempo o garoto pedia ao pai que o deixasse levar os cajus para vender na feira. O homem resistia, pois via no filha ainda uma criança. Até que foi surpreendido pela passagem do tempo: (mais…)

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