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EM KANDAHAR janeiro 29, 2018

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Um dia, vou mudar.

Nem que seja para Kandahar.


 

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ROUPA SUJA janeiro 29, 2018

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Como uma lavadeira à beira do rio,
que pega a roupa molha, ensaboa,
esfrega, lava, bate, enxágua,
torce e bota para secar nas pedras,
um dia, hei de pegar a trouxa da vida,
lavar, ensaboar ,enxaguar, torcer
botar para secar ao sol de mim mesmo,
esperar que enxugue no celeste varal
e depois, bem depois, sair às ruas,
limpo, sobranceiro, todo estival.

 

 

 

AMANHECER DA GUERRA janeiro 12, 2018

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Nenhuma guerra é necessária.
Pode o canhão despertar
a humanidade do orvalho?

Não há orvalhos para os mortos.

POESIA dezembro 12, 2017

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Ponte entre abismos.

Salto de poucos.

PASSANDO A VIDA EM REVISTA setembro 28, 2017

Posted by eliesercesar in Sem categoria.
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Banca

I

Numa banca de jornal há publicações para todos os gostos;
para a dona de casa, o jardineiro, a cozinheira,
a criança, o adolescente, o intelectual,
a direita, a esquerda, o centro
e até para quem deseja plantar coentro.

II

Também vejo as pessoas assim:
publicações para todos os gostos.

RUMO setembro 28, 2017

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queixo

Nem que você quebre o queixo:

coloque sua vida no eixo.

A TARDE DO MENINO setembro 28, 2017

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menino

Tem que ser numa tarde,
com o vento soprando.
Na rua, vozes quase inaudíveis;
um começo de chuva e um pouco de frio.
Uma cama, um cobertor e um menino pensando.

Em que estará pensando o menino?
Talvez, no mundo, ainda distante,
lá fora.

ESSÊNCIA setembro 28, 2017

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Trim

Lembro o cheiro dos cabelos de meu pai.
Trim?, Biocream?
Não importa:
está em mim.

ESTILO setembro 15, 2017

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vento 2

Não ter estômago
para as pedras das palavras.

Escrever (com ou sem acento),
com o giz do vento.

EU PROFUNDO E OUTROS EUS setembro 4, 2017

Posted by eliesercesar in Poesia.
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fernando-pessoa

Quantos sou na manhã, na tarde,

na noite e na madrugada?

Quantos de mim sou eu mesmo?